sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O amor verdadeiro ll




"Ama a teu próximo como a ti mesmo (Vaayicrá 19:18). Esta é a tradução geralmente aceita do versículo. Como resultado, freqüentemente indaga-se: "Como as pessoas podem sentir por outros o mesmo amor que têm por si mesmas? Não é uma exigência irreal?"
Se, entretanto, examinarmos mais cuidadosamente o original em hebraico, a dúvida desaparece. A Torá declara aqui uma definição de "amor": a sensação ou experiência de amor é quando se deseja a outro o mesmo que se quer para si. Aquilo que algumas pessoas consideram amor pode não ser mais que amor próprio. Podem "amar" alguma coisa porque isso satisfaz suas necessidades, mas quando o objeto do amor não pode satisfazer este desejo, ou a própria necessidade se extingue, o amor se evapora.
O verdadeiro amor não é egoísta, mas um ato de doar. Amamos apenas quando o desejo de agradar a outra pessoa é tão intenso quanto o de agradar a nós mesmos. Tal atitude exige sacrifício, porque talvez tenhamos de nos privar de algo para dar aquilo que agradará a outra pessoa.
Enquanto crianças, somos egoístas. Ao amadurecer deveríamos desenvolver um amor espiritual, bastante diferente daquele amor físico infantil. Este amor espiritual dirigido ao próximo pode fazer face a todos os desafios. Como diz o Cântico dos Cânticos (8:7): "Mesmo as águas abundantes não podem extinguir o verdadeiro amor."

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